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Carros autónomos: como será o futuro da mobilidade?

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Os carros autónomos estão ao virar da esquina. Mas parece que, ao contrário do que anteviram os filmes de ficção científica, a imagem das megacidades do futuro com avenidas luminosas repletas de veículos que circulam sem qualquer intervenção humana é ainda uma realidade distante.

Depois de uma fase de grande investimento na tecnologia, muitos dos principais “players” da indústria recuam, acreditando que a massificação da tecnologia não vai acontecer tão cedo. Jim Hackett, presidente da Ford, foi mais longe ao considerar que a automatização enfrenta problemas «muito complexos», defendendo que estes veículos terão aplicações muito restritas. Para Hackett, a indústria sobrestimou a chegada dos carros autónomos.

 
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Do outro lado da barricada, acredita-se que a tecnologia é uma ferramenta indispensável ao objetivo sinistralidade zero nas estradas de todo o mundo. Defende-se que, em 2025, os carros autónomos possam representar 4% do total de veículos vendidos no mundo; 75% em 2035, dentro de 15 anos. O braço de ferro está para durar.

Marcas que produzem carros autónomos

De forma mais ou menos acelerada, os dispositivos de apoio à condução vão evoluindo para se transformarem em sistemas de condução autónoma. Construtores como a Audi, Mercedes-Benz ou BMW e Volvo já dispõem destes equipamentos de ponta. Mas também as marcas ditas generalistas investem na tecnologia.

A Hyundai, por exemplo, anunciou que o Ioniq está a ser utilizado para testar tecnologias de condução autónoma nível 4 na Europa. “Ao testar a condução autónoma nível 4 no Ioniq, a Hyundai já está um passo à frente ao analisar que alterações devem ser feitas ao nível da indústria automóvel, tecnologia e infraestruturas, para se adequar ao futuro da mobilidade”, afirmou Andreas-Christoph Hofmann, vice-presidente de Marketing e Produto da Hyundai Motor Europe. Falta todo o enquadramento legal.

As medidas de segurança previstas na regulamentação determinam que os carros autónomos apenas podem circular com um condutor habilitado, pronto a assumir o controlo em situações de perigo ou não parametrizadas ou até na eventualidade de ocorrer alguma falha no sistema.

É preciso entender que o veículo autónomo ultrapassa amplamente a ideia de carro carregado de sensores, unidades de controlo e tecnologia de última geração. O seu funcionamento depende de uma série de serviços inteligentes sem os quais nenhuma máquina pode dispensar a intervenção humana. Por exemplo, só conhecendo ao milímetro a posição do automóvel através de mecanismos que atuam como um sistema redundante para determinar com precisão a localização, trajeto, obstáculos em tempo real, é possível assegurar algum nível de autonomia.

Níveis de autonomia

Em 2014, a Sociedade Internacional de Engenheiros Automóveis (SAE), classificou a autonomização em níveis:

Nível 0: Todas as funcionalidades do veículo são controladas pelo condutor. Não existem quaisquer assistentes à condução: cruise control, assistência à travagem, etc;

Nível 1: O automóvel está equipado com um ou mais dispositivos de ajuda à condução, no entanto o condutor assume o volante frequentemente;

Nível 2: Aumenta o número de sistemas de ajuda à condução, mas o condutor ainda é obrigado a assumir o controlo da viatura quando necessário;

Nível 3: Oferece condução semiautónoma, significa que o automóvel é capaz de circular por si mesmo, detetar outros veículos, interpretar sinalizações verticais;

Nível 4: O automóvel tem a capacidade de assimilar e controlar o que o rodeia. Já existem, mas a legislação da maior parte dos países não permite o seu funcionamento a 100%;

Nível 5: É o nível máximo. A partir da entrada no automóvel, este inicia a marcha, circula e termina a viagem de forma completamente autónoma.

A tecnologia por trás dos carros autónomos

A Tesla é, talvez, a marca que mais acelera na democratização dos sistemas de condução autónoma, ao propor nos seus automóveis o sistema AutoPilot. De acordo com o fabricante, “oito câmaras circundantes proporcionam 360 graus de visibilidade em redor do automóvel até 250 metros de distância”.

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Os doze sensores ultrassónicos complementam esta visibilidade, permitindo a deteção de objetos rígidos e flexíveis a uma distância quase duas vezes superior à do sistema anterior. Um radar virado para a frente com processamento avançado fornece dados adicionais sobre o ambiente envolvente num comprimento de onda capaz de ver através de chuva forte, nevoeiro, poeira e até mesmo do automóvel à frente». O AutoPilot dos Tesla é avaliado no nível 2 para condução autónoma parcial…

Ao contrário da marca de Elon Musk, outros fabricantes enumeram os sistemas LIDAR como a base das suas soluções de condução autónoma. Trata-se de uma tecnologia ótica de deteção remota que mede propriedades da luz refletida como forma de avaliar distância, forma, tamanho e todo o tipo de informações face a um obstáculo, usando a tecnologia de Laser. A nova geração de veículos autónomos recorre a circuitos óticos integrados e a esta tecnologia LIDAR, para enviar os dados obtidos para um computador centralizado com Inteligência Artificial.

Assim um veículo pode tomar decisões, executar manobras, contornar um objeto na estrada ou travar para dar passagem a um peão numa passadeira. Resumindo: ser autónomo.
 

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