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Carros a hidrogénio: o que são e como funcionam

Carros a hidrogénio como funcionam

Os carros a hidrogénio mantém-se no campo das fábulas, ainda que seja uma realidade em muitos mercados, inclusive europeus. E, em Portugal, tem havido esforços no sentido de instalar pelo menos três postos de abastecimento (os pontos falados são Vila Nova de Gaia, onde se encontra o importador da Toyota que tem entre o seu portefólio o Mirai, Alverca e Sines) para tornar viável a sua comercialização.

Como funciona um carro a hidrogénio?

Um carro a hidrogénio é, na verdade, um elétrico que dispensa fonte de energia externa e cujo carregamento demora cerca de dois a três minutos. Mas como funciona?

Um carro a hidrogénio dispõe de uma rede de componentes que, em conjunto, permitem gerar eletricidade a bordo. A começar pelo tanque (ou tanques) onde é armazenado o hidrogénio líquido sob pressão. Estes tanques, de pequenas dimensões, distinguem-se por serem ultra-resistentes tanto a impactos como a temperaturas extremas.

Depois, há um conjunto de células de combustível, que realizam a operação inversa à eletrólise, o processo físico-químico que utiliza a energia elétrica para forçar a ocorrência de uma reação química de produção de substâncias simples ou compostas. Ou seja, na célula de combustível consegue-se, a partir de substâncias simples ou compostas, obter eletricidade, ao juntar o hidrogénio (H) com o oxigénio (O2) proveniente das grandes de entradas de ar.

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O motor do carro a hidrogénio vai funcionar com a eletricidade proveniente da célula de combustível, mas não só. A energia também provém de uma pequena bateria, que acumula a energia produzida pelas travagens e pela inércia – e que, além de servir o motor, permite o arranque que coloca todo o sistema a funcionar e também equilibrar os picos de potência. A gerir todos estes processos está uma unidade de controlo.

Vantagens dos carros a hidrogénio

As mais-valias dos Fuel Cell Vehicles (FCV), quando comparados aos carros elétricos de ligar à corrente, são várias.

Primeiro, não é preciso deixar o carro durante horas a recarregar a bateria, uma vez que encher o tanque de hidrogénio é um processo que demora entre dois a três minutos.

Depois, o facto de necessitar apenas de uma pequena bateria resulta num impacte ambiental menor, quer ao nível da produção das mesmas, quer, mais tarde, no processo de reciclagem.
 

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Além do mais, os carros a hidrogénio apresentam autonomias muito interessantes, sem que se tornem necessariamente muito pesados, como acontece com um elétrico convencional, que precisa de aumentar a bateria para admitir maiores distâncias com uma só carga. A segunda geração do Toyota Mirai, já revelada, vai chegar com capacidade para percorrer 650 quilómetros, muito semelhante à autonomia apresentada pelo Hyundai Nexo.

Por fim, do escape sai tão simplesmente vapor de água – haverá algo mais amigo do ambiente do que isto?

Desvantagens dos carros a hidrogénio

Ainda que a solução do hidrogénio possa parecer extremamente atraente, há vários obstáculos para a democratização da mesma.

Os poucos veículos que apresentam esta tecnologia permanecem caros e só ao alcance de algumas carteiras. E, em Portugal, nem se pode contar com qualquer tipo de incentivo do Estado, uma vez que a lei especifica que um carro elétrico é apenas aquele que é alimentado de eletricidade por uma fonte externa. Ou seja, obrigatoriamente tem de ser de ligar à corrente.

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Depois, a parte de ser uma solução verde não é linear e dependerá do método de produção de hidrogénio, obtido por extração de combustíveis fósseis através de um processo químico ou da água. E se for o primeiro, os FCV não terão grandes vantagens sobre os carros a motor interno de combustão…

Mas a questão mais relevante poderá estar na rede de abastecimento, cuja criação envolve um avultado investimento. E mesmo com três pontos de abastecimento no país, como referido no início, a pouca oferta de bombas de hidrogénio apenas serviria para criar o “range anxiety” comum aos carros elétricos.

 
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