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Sabe porque é que os carros eram quadrados e agora são mais “redondos”?

dos carros quadrados aos redondos

Se olharmos à nossa volta, vemos certamente vários objectos que sofreram alterações estruturais a nível de design, ao longo dos anos. Os carros não são excepção, e antigamente tinham formatos bem mais “quadradões” que hoje em dia.

Existiram evoluções um pouco por todos os sectores industriais, mas nenhum é tão evidente como o sector automóvel.

Os carros eram, nos anos 50 a 70, bastante quadrados. As suas linhas rectas saltavam à vista. No entanto, nas décadas que se seguiram, algo mudou.

Os carros passaram a ter um aspecto muito mais redondo e as suas linhas passaram a ser mais suaves e agradáveis. Mas porque é que se deu esta evolução? Vamos olhar um pouco para a história.

Porque é que os carros eram quadrados e agora são redondos?


carro quadrado

Anos 30 – 40

Na realidade, nos anos 30, os carros tinham formatos arredondados, com bastantes curvas, por uma simples questão: aerodinâmica.

Menos atrito com o vento, mais fácil a deslocação.

Anos 50 – 60

No entanto, na América do pós-guerra, nos anos 50 e 60, uma época de ouro onde a economia americana prosperava e não se olhavam a gastos, o design automóvel mudou.

Mas esta não era a única razão para a mudança no design automóvel: a necessidade de apresentar novas ideias, atrair novamente a atenção do consumidor e “estar na moda”, levaram a uma alteração generalizada das propostas apresentadas pelos produtores automóveis mundiais.

Os automóveis tornaram-se assim mais quadrados, mais imponentes, mais compridos e mais baixos.

Eram basicamente compostos por três “caixas”: o capô, a cabine e a mala. Era a época do “muscle car” americano.

A viragem que teve início na Europa

porsche 911

Na Europa, nesta mesma altura, no entanto, a realidade era um pouco diferente.

Uma vez que o preço dos combustíveis era bastante mais elevado que nos Estados Unidos, era necessário ter em especial atenção todos os factores que pudessem contribuir para a diminuição dos gastos com combustível, nomeadamente a aerodinâmica.

Linhas mais redondas permitem uma menor resistência ao vento e, consequentemente, um menor consumo de combustível.

Assim, nas décadas de 60 e 70, fabricantes de luxo europeus como a Porsche, a Mercedes-Benz, Audi e BMW já trabalhavam com o objectivo de reintroduzir o design com linhas mais redondas e satisfazer assim as necessidades dos consumidores europeus.

O Porsche 911 foi introduzido em 1963 e é, aliás, um óptimo exemplo desta viragem.

A realidade japonesa

O Japão, um outro peso pesado na indústria automóvel, a par dos Estados Unidos da América e da Europa, tinha uma infraestrutura rodoviária subdesenvolvida e mal conservada.

A isso aliava-se o facto de ser uma cultura pouco consumista onde os carros se queriam pequenos, funcionais e discretos.

A passagem definitiva para o “novo” design

Chegados os anos 70 e 80, com as crises de petróleo no Médio Oriente e o aumento exponencial dos preços dos combustíveis, também nos Estados Unidos da América foi necessário repensar tudo o que envolvia o consumo de combustível, nomeadamente o mercado automóvel.

As marcas de automóveis americanas, nomeadamente a Ford, começaram então a “copiar”, na década de 80, o que já começavam a fazer os seus concorrentes europeus, e a carroçaria mais curvilínea tornou-se até sinónimo de luxo, status e poder.

Este tipo de design era ainda considerado bastante futurista para a época, o que o tornava ainda mais apelativo.

Com isto, os automóveis que até então eram quadrados, passaram agora a ser redondos, de uma forma generalizada, e em todo o mundo.

Um outro aspecto muito importante permitiu ainda esta mudança de paradigma e criação de automóveis com linhas mais redondas: o avanço tecnológico.

Com o surgimento do computador, as maquetes passaram a ser criadas digitalmente ao invés de manualmente.

O avanço tecnológico facilitou também o desenho e produção de peças mais curvas.

Hoje em dia, alguns automóveis apresentam linhas mais quadradas, mas as linhas redondas têm sempre primazia, pois a preocupação com a diminuição dos consumos está sempre presente e ainda um outro aspecto: a segurança dos peões.

No caso de atropelamento, linhas mais curvas podem provocar menos ferimentos às vítimas.

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