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Carros salvados: que perigos podem esconder

Carros salvados que perigos podem esconder

Comprar carros salvados pode parecer um bom negócio, mas… Se já pesquisou veículos usados no site do Standvirtual já deve ter reparado que, por vezes, encontra o seu carro de sonho a um preço mesmo muito baixo. Não resiste a ver as fotos do veículo e logo percebe que se trata, afinal, de um exemplar acidentado, o que explica aquele valor de aquisição milagroso num modelo tão recente e com tão poucos quilómetros.

Os carros salvados podem, por vezes, parecer um excelente negócio, mas é sempre bom refletir. Pode cair na tentação de pensar que consegue reparar o veículo na sua oficina ou na de um amigo e ainda obter um lucro chorudo. Bom, isso é sempre possível. Mas convém perguntar a si próprio porque é que o dono do carro não preferiu repará-lo e porque é que quem o está a vender também não fez o mesmo.

A resposta pode ser muito simples: não o fizeram porque o custo da reparação é muito elevado, apesar de algumas das vezes parecer que se trata apenas de substituir um para-choques, um farol ou um guarda-lamas. O melhor mesmo é ter uma noção exata, um orçamento rigoroso elaborado por um profissional, sobre os custos da reparação. Afinal, quantas vezes ouvimos falar de pessoas que acham que deram um pequeno “toque” e ficaram boquiabertas quando souberam o elevado custo da reparação?

Mas também não é obrigatório comprar um salvado para o reparar. O comprador pode estar apenas interessado em obter peças, quer seja para vender ou para utilizar num veículo que possui. Quando isto acontece é, sem dúvida, um mal menor. Já quando alguém compra um carro salvado para reparar e colocar de novo em circulação, haverá sempre a tentação de lucrar com o negócio e efetuar a reparação o mais barata possível, com todos os perigos que esta opção representa.

 

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Carros salvados: o perigo da reparação

Por algum motivo os compradores de carros usados evitam ao máximo unidades que já tenham sofrido acidentes. Afinal, todos conhecem alguém que teve um acidente com um carro e, mesmo tendo-o reparado numa oficina credenciada, sentiu que o veículo nunca mais foi o mesmo. E, pelo sim, pelo não, acabou por o vender.

Quando um salvado não é convenientemente reparado, representa um potencial contribuinte para o elevado índice de sinistralidade de que Portugal padece. Esta questão moral é decisiva e deveria estar sempre presente no pensamento de quem compra um salvado para reparar e devolver às estradas.

O ideal será sempre efetuar uma reparação de acordo com as prescrições do construtor e utilizando material de origem. Por outro lado, uma reparação que afete a estrutura do veículo tem de obedecer a medições em banco de ensaio ou por recurso a laser ou ultrassons para confirmar que todas as quotas estão de acordo com as do construtor. No fundo, para evitar, por exemplo, que haja diferenças entre eixos ou para impedir aquilo que por vezes observamos nas estradas, quando vemos um carro que, visto de traseira, aparenta estar “torcido”.

Como se calcula, uma reparação malfeita poderá ter implicações desde logo na segurança ativa de um automóvel, o que poderá originar, por exemplo, um despiste seguido de colisão apenas devido a uma manobra de emergência efetuada pelo condutor.

A má ideia dos “enxertos”

Mas os problemas não se ficam por aqui. Atente-se na “moldura” interna em que encosta a porta do condutor quando está fechada. Nalguns carros modernos, esta peça é uma só. Ora, pode existir a tentação de, numa colisão lateral, seccionar e substituir apenas a zona em que se verificou o embate, como é tantas vezes o caso da longarina.

Testes feitos por construtores indicam que este tipo de “enxerto”, em vez da colocação da peça por inteiro, pode ser a diferença entre abrir ou não abrir a porta do condutor após um embate dianteiro ou entre existir uma maior ou menor intrusão no espaço vital do habitáculo aquando um choque lateral. Ou seja, diferenças que até podem ser apresentadas como mínimas por quem repara, mas que podem marcar a fronteira entre a vida e a morte.

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Imaginemos agora uma peça empenada. O chamado “bate-chapas” na gíria das oficinas vai aquecer a peça e martelá-la para a poder desempenar, conferindo-lhe um formato próximo do original. Devido à intervenção deste profissional, esta zona vai ganhar maior rigidez, o que, aparentemente é uma coisa boa. Mas não é, porque esta peça vai ver diminuída a sua capacidade de absorção de energia em caso de colisão. E os malefícios não se ficam por aqui: o calor leva à perda do tratamento anticorrosão colocado de origem e o mais provável é a secção que foi desempenada enferrujar dentro de pouco tempo.

Já sabemos que o preço de um salvado é muitas vezes tentador para quem sabe como repará-lo e ainda obter algum lucro. Mas pense, por favor, na sua segurança e na dos outros automobilistas, antes de optar por um negócio destes.

 
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