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O que é a cilindrada do motor?

Cilindrada motor

A cilindrada do motor (há quem prefira chamar-lhe cubicagem ou capacidade) expressa a soma do volume interno de todos os cilindros na mecânica e a quantidade de mistura de ar e combustível que um propulsor é capaz de queimar a cada movimento de pistões – uma das fórmulas utilizadas na indústria automóvel para aferir corretamente o nível de performance e o desempenho de determinada unidade propulsora.

Designa-se normalmente em centímetros cúbicos – cm³ ou cc -, mas a indústria automóvel convencionou que as mecânicas podem também medir-se em litros, recorrendo a números redondos. A ideia é simplificar na hora de comunicar, uma vez que a cilindrada dos motores raramente é um número exato. É por isto que um motor com 1996 cm³ é habitualmente anunciado como um 2 litros ou, mais fácil ainda, um 2.0.

E como se calcula a cilindrada?

Resumindo, litros ou centímetros cúbicos servem para informar a cilindrada de um motor. Mas só há uma fórmula para se chegar a este número. E este obriga, antes de mais, a conhecer cada caraterística dos componentes envolvidos: os cilindros e os pistões.

 

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Começando nos cilindros, estes variam de número de motor para motor, e estão instalados no bloco do mesmo, sendo no seu interior que ocorre a reação de combustão de uma mistura de ar com combustível, dando origem à força mecânica que faz movimentar o veículo. Já o pistão é a peça que executa movimentos de subida e descida no interior de cada um dos cilindros. Ora, para obtermos o valor da cilindrada, precisamos de multiplicar a área da superfície do cilindro pelo curso, a distância percorrida pelo êmbolo. Concluída esta conta e apurado este primeiro valor, voltamos a multiplicá-lo pelo número total de cilindros.

Ou seja, para calcular a cilindrada precisamos de conhecer o número de cilindros do motor (N), o raio do cilindro em milímetros (R), o curso do pistão no interior do cilindro em milímetros (C) e o valor de Pi (?), valores que utilizaremos na seguinte fórmula de cálculo: Cilindrada = N x (R² x ? x C).

Como o diâmetro e o curso do pistão costumam ser informados em milímetros, não esquecer de dividir por 10, para a conversão em centímetros. E como pode agora comprovar, dificilmente um fabricante chegaria a um número redondo.

Cilindrada vs. potência

Qual a relação entre a cilindrada do motor e a potência? De certeza que já reparou que os automóveis têm motores cada vez mais pequenos. Nos motores a gasolina, os modelos que há pouco tempo eram 1.4 ou 1.6 hoje apresentam-se com blocos de 1000 cm3 debaixo do capot, enquanto os 2.0 baixaram para os 1500 cm3. Mesmo no segmento do Diesel, a fórmula do “downsizing” está muito presente.

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A dúvida é: com menos cilindrada, não deviam ficar menos potentes? Não. Na verdade, os motores também não se medem aos palmos. E se, em teoria, motores maiores terão rendimentos superiores (matematicamente, se um motor 1.0 queima um litro de mistura a cada movimento, um motor 2.0 queimará o dobro da quantidade da mistura combustível/ar), com a revolução tecnológica em curso nas mecânicas de combustão interna, o número de cavalos que podem extrair-se poderá ser superior.

Resumindo, longe vão os dias em que a cilindrada era um dos principais fatores para o desempenho de um motor. Atualmente, os motores com baixa cilindrada têm arquiteturas mais simples, melhores sistemas de alimentação e injeção e, muitos deles, são ainda sobrealimentados, o que faz com que tenham um melhor rendimento e sejam mais eficientes.


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