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Cinetose: O truque para não enjoar a andar de carro.

cinetose mulher com ma disposicao no carro

Mesmo que não seja o seu caso, com certeza conhece alguém que, regularmente, enjoa durante viagens de carro. Provavelmente até sabe que isso acontece com maior frequência se a distância for comprida ou as curvas forem muito sinuosas. Esta “patologia” tem um nome e chama-se “cinetose“, e neste artigo explicamos porque acontece e como precaver.

Este artigo é para esses e para os curiosos. Para perceberem que, afinal, há uma causa para essa ocorrência, mais precisamente: a cinetose.

Cinetose: o que é?


enjoos durante viagem de carro

Costuma-se dizer que os ouvidos são a chave para o nosso equilíbrio. É um ditado, mais ou menos, verdade. Na realidade, o órgão responsável pelo movimento é uma extensão do nosso sistema auditivo e possui uma estrutura chamada vestíbulo, também conhecida como labirinto.

Por sua vez, o vestíbulo ou labirinto tem três canais em formato de semicírculo, preenchidos com um líquido viscoso denominado endolinfa. O interior desses canais é revestido por células com diversos cílios ligadas a terminações nervosas, que estão em contato com o nosso sistema nervoso central.

De forma resumida, há uma espécie de líquido que regula a nossa capacidade de equilíbrio e que está conectado (não localizado) com os nossos ouvidos. Quando há um movimento, esse líquido move-se. Porém, caso haja algum distúrbio do funcionamento do sistema, a pessoa acaba por sofrer os sintomas associados.

Um desses distúrbios poderá ocorrer quando o cérebro recebe informações desconexas dos sistemas vestibular, visual e proprioceptivo. Como por exemplo, quando está sentado num autocarro mas, como o veículo está em andamento, o cérebro acaba por receber também informações de movimento, recebendo informações contrárias, confundido a sua perceção e, consequentemente, afetando a sua noção de equilíbrio.

Sintomas da Cinetose

Também conhecida por “mal do movimento” ou “vestibulopatia temporária”, a cinetose ocorre essencialmente em viagens de carro, transporte público, comboios ou com o ondular do mar, embora possa acontecer também durante a prática do exercício físico ou simplesmente caminhar. Quanto maior a viagem, maior será a probabilidade de a pessoa que sofre desse mal experimentar os seguintes sintomas:

  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Vertigens;
  • Cefaléia e/ou enxaqueca;
  • Palidez;
  • Sudorese (libertação de suor);
  • Nistagmo ( oscilações repetidas e involuntárias rítmicas de um ou ambos os olhos) ;
  • Sialorréia (secreção excessiva de saliva);
  • Fadiga;
  • Dificuldade para ler ou assistir televisão;
  • Visão desfocada ou duplicada;
  • Problemas de memória;
  • Raciocínio lento.

Aproveita-se também para dizer que os sintomas podem não surgir imediatamente, sendo possível sentir-te afectado até algumas horas depois. É importante também realçar que o diagnóstico, embora difícil, uma vez que pode ser confundido com outros problemas, deve ser efectuado por um otorrinolaringologista.

Como se precaver

viajar de janela aberta

Porém para aqueles que, ou foram diagnosticados com cinetose ou desconfiam sofrer disso, há formas de se precaver:

  • Sentar-se no banco da frente dos automóveis ou próximo de janelas;
  • Abrir a janelas dos veículos
  • Procurar, durante a viagem, focar o campo visual em locais distantes ou em paisagens;
  • Evitar olhar para os lados durante movimento;
  • Evitar ler, jogar jogos de telemóveis, utilizar um tablet, entre outras atividades semelhantes, principalmente com o veículo em movimento;
  • Evitar ingerir alimentos pesados antes de viajar;
  • No autocarro, evitar deslocar-se de pé;
  • Em viagens de avião, procurar sentar-se próximo ao corredor;
  • Em parques de diversão, evitar atrações que girem ou virem de ponta-cabeça;
  • Evitar ingerir bebidas alcoólicas antes de viagens;
  • Nos ginásios, não praticar actividades físicas que envolvam passadeira ou bicicleta ergométrica.

Além disso, existem alguns medicamentos que podem ajudar a prevenir crises de cinetose. Os mais comummente utilizados são à base dos anti-histaminicos meclizima e dimenidrinato. O primeiro acaba por ser mais usado, uma vez que, ao contrário do segundo, não diminui a actividade motora. Ou seja, existe uma redução dos reflexos motores, a percepção periférica de estímulos e causam sonolência.

A metoclorpropramida (para os enjoos), flunarizina (para as vertigens), dimenidrinato e os inibidores centrais do vómito, como a ondansetrona, podem funcionar para atenuar certos sintomas.

Para os defensores de produtos naturais, o gengibre é conhecido como sendo a principal opção. Porém, não está cientificamente comprovado o efeito dessa planta contra náuseas e doenças relacionadas ao movimento.

Como lutar contra uma crise de cinetose?

Caso tenha sofrido uma crise de cinetose, não há grandes soluções. Em situações de vómito, é aconselhável beber bastante água para hidratar o corpo. O gengibre também aqui costuma-se dizer que ajuda no sentido do recobro. Porém, mais uma vez, esta informação não tem qualquer base científica.

Portanto, a melhor opção será mesmo deitar-se de olhos fechados, permitindo ao cérebro e ao sistema nervoso central acalmarem. Basicamente, esperar, tranquilo e numa posição confortável.

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