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Como guardar um carro clássico durante o inverno

Como guardar um carro clássico durante o inverno

Manter um automóvel fora de circulação nem sempre é a forma mais fácil de o poupar a estragos. Isso é ainda mais visível quando se tem entre mãos um carro clássico, cuja idade exige maior respeito e, acima de tudo, melhores tratos. Mas, com o mau tempo, muitas vezes essa é a única forma de resguardar o cansado amigo e respetiva mecânica.

 
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Por isso, nos meses mais frios e marcados por intempéries, saiba como manter um automóvel clássico a salvo de estragos. E não se esqueça: mesmo em garagem, desde que em condições para circular, o seu automóvel deve manter a apólice de seguro em dia e o imposto de circulação atualizado.

Saiba como guardar o seu carro clássico durante o inverno

1. Prepare o carro

Antes de o guardar, verifique todos os níveis, de água, óleos e combustível. Não arrume o seu carro com o óleo em mau estado só porque não vai circular ou com o depósito de combustível quase na reserva. Será essencial ter óleo em perfeito estado para quando voltar a dar à chave. E nesse instante não vai querer que os resíduos que se depositam no fundo do tanque do combustível tenham liberdade para invadir toda a mecânica e circuitos.

Além do mais, um tanque com espaço vazio irá condensar e recolher a humidade, o que pode resultar na corrosão do tanque e na invasão de água no combustível, seja gasolina ou gasóleo. Por isso, antes de o arrumar na garagem, trate de visitar uma bomba de combustível. É que quanto mais cheio estiver um tanque, menos problemas existirão.

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Ainda antes de lhe virar as costas, certifique-se de que o carro está bem lavado e seco – a sujidade pode ser corrosiva e acabar o período de hibernação com danos na pintura que o obrigarão a despesas desnecessárias. Por fim, lubrifique as fechaduras, evitando que encravem pela falta de uso (não se esqueça da bagageira).

2. Planeie visitas à garagem

O inverno é, por vezes, maior que os três meses de calendário, e o amigo clássico acaba por ficar arrumado mais tempo do que gostaríamos. No entanto, isso não é um problema desde que, durante a permanência em retiro, não se esqueça da sua existência e planeie visitas regulares ao mesmo. Até porque há aspetos que precisam de atenção quase semanal, como a bateria.

O tempo que uma bateria mantém a carga vai depender da sua idade, mas também da saúde da mesma, para a qual contribuem fatores externos, como as condições meteorológicas. Além disso, se o automóvel tiver várias exigências elétricas, como um alarme, a bateria está em constante esforço. Caso o automóvel esteja reservado numa garagem particular, e inacessível durante várias semanas ou meses, poderá equacionar simplesmente desligá-la, retirando um dos bornes. Se pelo contrário, o carro estiver nas proximidades, reserve alguns minutos por semana para ligar o carro e deixá-lo a funcionar por uns minutos – essa operação deverá ser o suficiente para que a bateria se vá recarregando.

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Mas cuidado: quando ligar o carro tenha atenção se há uma boa ventilação, para que não se acumulem gases nocivos, e não deixe o carro sozinho. Em vez disso, pressione o pedal do acelerador, elevando as rotações até às 2000 rpm, fazendo com que todos os sistemas “acordem”.

Nestas visitas, preste ainda atenção aos travões, pressionando o pedal, mas também soltando o freio de estacionamento.

3. E se o carro ficar parado na rua?

O estacionamento em garagem particular facilita em vários pontos a manutenção do mesmo enquanto está fora de circulação. No entanto, se a única opção for deixá-lo na rua, poderá protegê-lo de diversas formas.

Comece por retirar quaisquer objetos de valor que chamem a atenção. No entanto, não deixe um carro que vai ficar parado por algum tempo estacionado num sítio ermo e sem luz; prefira colocá-lo numa via movimentada, com comércio à vista. Mas evite arrumá-lo debaixo de uma árvore.

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Poderá ainda optar por “escondê-lo” sobre uma capa própria, o que tem pontos positivos e negativos. É que, por um lado, protege a carroçaria das agressões exteriores, como a chuva e o gelo, mas, por outro, pode aguçar a curiosidade de um qualquer larápio.

Seja como for, se não tiver um alarme instalado (se o tiver, ponha o carro a trabalhar todas as semanas para que a bateria ganhe uma nova vida), invista num dispositivo de imobilização, o que ajuda a evitar que o carro arranque sem a chave apropriada. Pode também instalar um localizador no seu veículo.


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