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A história do Papamóvel

A história do Papamóvel

O Papamóvel é a designação popular dada ao veículo que utiliza sempre a matrícula SCV 1 – Stato della Città del Vaticano (Estado da Cidade do Vaticano), número 1. E este não é um carro que se veja habitualmente. Além de exclusivo, chega tão modificado que, às vezes, é difícil reconhecer nele um modelo específico.

Um dos destaques passa por permitir que o Papa faça o percurso sentado, com toda a comodidade, mas também de pé, saudando os fiéis à sua passagem – ainda que, desde a década de 1980, com o Papa João Paulo II, tenham assumido características específicas (e a designação específica de Papamóvel), trazidas para os dias de hoje.

O carro para estes passeios para quem ocupa o trono de S. Pedro passou a ser branco, no qual se destacam as armas do Estado do Vaticano, além de terem passado a incluir uma cúpula transparente, amovível, com sistema de climatização e de iluminação – e, em alguns casos, à prova de bala, um extra que passou a ser comum depois do atentado contra o Papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, a 13 de Maio 1981 (o padre polaco acabaria por ser tornar devoto de Fátima também por causa do incidente).

Papamóvel: uma história quase centenária

A primeira viatura especialmente concebida para o número 1 da Igreja Católica foi construída em finais da década de 20 do século passado, tendo sido oferecida, em 1930, pela Mercedes-Benz ao Papa Pio XI. Tratava-se de um Mercedes-Benz Nürburg 460, de cor preta, e foi o primeiro da gama para passageiros da marca alemã com motor de oito cilindros. Consta que Pio XI não se coibiu de ir experimentar a viatura nos jardins do Vaticano, assim que a mesma lhe chegou às mãos, tendo dito tratar-se de “uma obra-prima”. Entre os opcionais de luxo incluídos para o Sumo Pontífice, vidros antifragmentação, cadeira acionada eletricamente e, na época uma raridade, ar condicionado.

Mercedes-Benz Nurburg 460

A partir daí, foram muitos os Mercedes-Benz que ocuparam a distinção de Papamóvel. Mas, apesar de a marca ter sido pioneira, não conseguiu ficar sozinha com este monopólio por muito tempo.

Em 1965, a visita do Papa Paulo VI a Nova Iorque foi abrilhantada por um Lincoln Continental construído por medida e profundamente alterado num trabalho conjunto da Ford e da Lehmann-Peterson. O Pontificado de Paulo VI viria a ficar marcado por profundas reformas e pelas “tréguas” com outras correntes do cristianismo. Já o Lincoln Continental esticado ficaria para a história por ter transportado ícones do século XX: além do Papa, viajaram à sua boleia os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong.

FSC Star papa

Já na década de 70, na visita ao seu país-natal, João Paulo II usou um FSC Star branco, um pequeno camião de uma empresa em Starachowice, enquanto na Irlanda foi transportado por uma pick-up modificada da Ford e na Alemanha viajou num Mercedes-Benz Classe G, totalmente mexido para servir o Papa.

Os papamóveis de João Paulo II

Talvez por causa do atentado fracassado de que foi alvo, a luta por dar ao Papa o transporte mais seguro agudizou-se – o primeiríssimo blindado da história do Papamóvel foi um Range Rover. Mas também houve mais Mercedes-Benz ou um Toyota Land Cruiser.

Mercedes classe G papa

E não foram raras as vezes que eram os próprios países que visitava que se ofereciam para tratar do papamóvel adequado. Foi o que aconteceu em Portugal, em 1991, quando lhe foi atribuído um UMM transformado para a visita pela ilha da Madeira (o mesmo UMM viria a ser emprestado para a visita de Sua Santidade a São Tomé e Príncipe, um ano depois).

Carros com mensagens

 Não há apenas portentos na lista dos papamóveis, com o caso de um pequenito Panda Marbella da Seat ou os Fiat usados pelo Papa Francisco no Brasil e nos EUA: no primeiro, tratou-se de um modesto Idea; no segundo, foi escolhido um confortável 500L.

Seat Marbella Papa

E por várias vezes o atual chefe do Vaticano foi visto a conduzir um velhinho Renault 4L, de 1984 e mais de 300 mil quilómetros – uma oferta de um padre de Verona. Uma imagem de aproximação com o espírito franciscano que o Papa professa e por causa do qual escolheu o seu nome, levando para o seu Pontificado a mensagem de Francisco de Assis.

Há ainda entre a lista os automóveis que assumem posições, quer ambientais quer políticas. É o caso do Nissan Leaf do Papa Francisco, do Renault Kangoo ZE usado por Bento XVI, seu antecessor, ou do já referido FSC Star 660, convertido num dos símbolos da luta polaca contra o regime comunista.


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