standvirtual.com Vender Veículo

Saiba como funciona a isenção de IPO para carros clássicos

Isenção de inspeção periódica IPO para carros clássicos

Um Veículo de Interesse Histórico é aquele que tenha pelo menos trinta anos de matrícula e um estado de conservação de acordo com o original, não apresentando alterações significativas quer em termos mecânicos e técnicos, quem em termos de aparência. Além disso, para conseguir ter a insígnia de Interesse Histórico, o modelo do carro clássico em causa deverá já ter sido descontinuado.

Caso o carro que tenha à porta ou na garagem obedeça a todos os critérios anteriores, desde 1 de janeiro de 2018, não precisa de se preocupar com a Inspeção Periódica Obrigatória (IPO), o que permite não só poupar pelo menos cerca de 30€ por ano como não ser prejudicado por qualquer deficiência detetada na inspeção que, no caso de um veículo velhinho, poderá não ser defeito, mas feitio (e até sinal de charme).
 

Artigo relacionado: Quando é que tenho de levar o meu carro à inspeção?

 
De acordo com o Decreto-Lei 144/2017, publicado em Diário da República a 29 de novembro de 2017 e que regula o regime de inspeções técnicas de veículos a motor, desde de 1 de janeiro de 2018, os veículos com matrícula de 1960 em diante passam a estar isentos da IPO, desde que sejam certificados como sendo de Interesse Histórico.

Como obter a certificação de Veículo de Interesse Histórico

O CPAA – Clube Português de Automóveis Antigos, o ACP Clássicos e a Fundação Abel de Lacerda, através do Museu do Caramulo, são as entidades reconhecidas oficialmente para certificar Viaturas de Interesse Histórico.

Durante o processo, que se efetua apenas a carros clássicos com mais de 30 anos de matrícula, mediante marcação prévia e o pagamento de um valor que ronda os 55€, são analisados vários itens, a começar pela carroçaria, que não deverá apresentar alterações, mas aparentar estar bem cuidada, sem pontos de ferrugem nem amolgadelas, e ter uma cor uniforme (e de acordo com o registado no livrete). Caso o veículo tenha capota, esta deverá estar funcional, sem apresentar rasgões. Neste ponto, são ainda observadas as condições de todas as borrachas, vidros e frisos.

 
Artigo relacionado: Saiba como reduzir os consumos e as emissões do seu carro

 
No capítulo da iluminação, os faróis e farolins deverão ser da época do veículo, de marca adequada, em perfeito estado de funcionamento e iguais entre si quando em pares. No caso dos veículos mais antigos, poderão ter sido montados “piscas”, desde que estes não tenham perturbado a estrutura do veículo nem danificado de nenhuma forma a carroçaria.

No habitáculo, são verificados os estofos, os plásticos e peles, os instrumentos e todos os extras inseridos, como o rádio, que deverão ser de época. Não valerá a pena esconder defeitos sob a sujidade, uma vez que a limpeza é um dos fatores analisados e avaliados.

A certificação exige ainda que os limpa para-brisas funcionem na perfeição, que a suspensão seja a original, assim como a direcção, o sistema de combustível ou o sistema eléctrico. No caso dos rodados, estes podem ter montadas jantes especiais, desde que estas obedeçam às especificações da altura em que o carro foi produzido.

Já o motor deverá estar em boas condições, limpo, sem fugas de óleo, sem ruídos excessivos e sem emissões de fumo exageradas, exigindo-se que a transmissão se apresente limpa, lubrificada e bem conservada.

A validade da certificação dependerá da idade do veículo, podendo ir desde dez anos para modelos anteriores a 1918 até quatro anos para automóveis produzidos a partir de 1960 e que já tenham 30 anos.

Quais as outras vantagens da certificação?

Além de se obter a isenção da IPO, a certificação de Veículo de Interesse Histórico permite que o automóvel circule nas cidades com Zonas de Emissões Reduzidas. Paralelamente, o certificado atesta a qualidade como viatura histórica e permite o reconhecimento da mesma como carro clássico em caso de conflito, nomeadamente junto das seguradoras.

 
Descubra todos os carros clássicos à venda no Standvirtual

 
Desde dia 1 de janeiro deste ano, importa referir outra alteração legislativa que, no caso, veio beneficiar os clássicos importados de um país da União Europeia com primeira matrícula anterior a 1981, que passaram a estar isentos de Imposto Único de Circulação.
 

Leia também:

 

Redes sociais:
Dúvidas no Standvirtual?

Aceda à secção de Ajuda

210 738 088 * * Dias úteis das 09h às 18h