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Review Mercedes Classe A 180 (2017)

Mercedes Classe A

O Mercedes Benz Classe A está agora na sua 4ª geração, e apesar das duas primeiras gerações terem criado o paradigma de que eram carros aborrecidos e tristes de conduzir, o modelo lançado em 2012 foi um verdadeiro sucesso de vendas.

Conheça a nossa opinião sobre este que é o Mercedes com maior sucesso das últimas décadas e confira as principais características deste modelo.

História do Mercedes Benz Classe A

Mercedes Classe A

O primeiro Classe A, lançado em 1997, foi um modelo bastante caricato e foi o responsável por tornar mundialmente famoso o “teste do alce”, uma manobra evasiva que obriga a virar rapidamente para a esquerda e para direita, simulando o desvio de um animal na estrada. Na teoria, quanto maior for a velocidade em que se conseguir fazer esta manobra sem perder o controlo, mais seguro é o veículo.

No entanto, o que aconteceu com a primeira geração do Classe A, foi que este acabou por capotar durante este teste, devido à sua altura consideravelmente elevada ao solo conjugada com a curta distância entre rodas, o que teve como consequência a introdução de controlo de estabilidade (ESP) em todos os veículos, de série, tornando-se assim no “primeiro carro barato” com este sistema de segurança.

Os anos foram passando e o Classe A foi ficando cada vez melhor, aumentando exponencialmente as suas vendas à medida que novas gerações eram lançadas, e a 3ª geração foi mesmo considerada “o pináculo” dos carros de luxo citadinos. Aliás, esta 3 ª geração do Mercedes Benz Classe A foi o primeiro modelo de uma marca premium a entrar no top 10 dos carros mais vendidos em Portugal.

Versões e preços do Classe A 

Desta 3ª geração do Mercedes Benz Classe A existem 6 versões: 4 a diesel, e 2 a gasolina. Quanto aos modelos a diesel existem as variantes A160, A180, A200 e A220. Quanto aos Classe A a gasolina temos o A 180 e o A45 AMG.

Os preços da 3ª geração do Classe A no Standvirtual começam sensivelmente nos 15 000€ para a versão A 160, com um motor diesel de 90 cavalos.

Por uma versão A 180, com o mesmo bloco de motor mas com 109 cavalos (a versão ensaiada), os preços começam a partir dos 15 500€ para as primeiras versões desta 3ª geração e nos 18 500€ para a versão “facelift”, posterior a 2016.

Para as versões A 200 com motor a diesel, movidas por um bloco 2.2 de 136 cavalos, os preços começam nos 18 500€ para os modelos anteriores a 2017, e nos 27 000€ para os modelos já com “a cara renovada”.

Quanto aos modelos mais potentes a gasóleo, os A 220, que contam com o mesmo bloco 2.2 mas com 177 cavalos de potência, os preços iniciam-se nos 25 000€ para as versões de 2014, e nos 40 000€ para as versões posteriores a 2017.

Vistas que estão as motorizações a gasóleo, falemos agora das motorizações a gasolina. Como referido, existem 2: O A 180, que conta com um motor 1.6 de 122 cavalos (que será uma opção a considerar caso não percorra muitos quilómetros por ano), ou ainda a versão A45 AMG, para os amantes da velocidade, dotada com um motor de 2 litros, tracção integral e 381 cavalos de potência.

Os preços para as versões a gasolina começam nos 21 000€ para o modelo mais “modesto”, e nos 38 000€ para a versão 45 com o motor trabalhado pela AMG.

De salientar ainda que a versão ensaiada (A 180) paga apenas 146,79€ de IUC anual.

Análise Exterior

A 4ª geração do Classe A foi lançada em 2013 e sofreu um “facelift” em 2015, onde o pára-choques frontal e traseiro, as ópticas e o interior sofreram subtis modificações que o tornaram mais actual.

A versão ensaiada é um modelo de 2017 na versão “Urban”, e nesta versão, apesar de existirem alguns detalhes mais desportivos (como o caso das entradas de ar (falsas) mais largas na grelha frontal), o foco está totalmente no equipamento disponibilizado no interior, não sendo por isso talvez o Classe A que chame mais à atenção quando passa nas ruas. Caso pretenda um carro mais “vistoso”, deverá optar por um Classe A com o pack AMG, que oferece outra linha de equipamentos, tanto no interior, mas sobretudo no exterior.

Este carro tem 4229mm de comprimento, 1780mm de largura e 1433mm de altura, sendo por isso considerado um carro compacto e pertencente ao segmento C. Dimensões que transparecem o compromisso ideal entre quem precisa de um carro para fazer viagens de vários quilómetros frequentemente, mas a maioria dos dias são passados entre o trânsito da cidade.

De série, o Classe A está equipado com jantes de 15 polegadas, mas, no entanto, e sendo um carro premium com tendências algo desportivas, praticamente todos os carros existentes à venda no mercado estão disponíveis com jantes de tamanho 16 ou 17, que condizem com a verdadeira essência de um Mercedes e em nada retiram o conforto a estas viaturas.

Infelizmente, nem todos os carros desta geração estão equipados de série com faróis LED, sendo este um opcional (bastante caro por certo), mas não só dão um estilo e personalidade totalmente diferentes a este modelo, como o ajudarão bastante em situações de condução nocturna.

Interior e itens de série

Mercedes Classe A

No interior da anterior geração do Mercedes Benz Classe A, os bancos em pele incluídos na versão com o pack“Urban” são extremamente confortáveis e oferecem um bom suporte, sobretudo na zona inferior das pernas, o que os torna ideais para viagens longas. No entanto, neste caso, a cor branca dos estofos não será a opção mais sensata e lógica, uma vez que poderão ficar manchados com o passar do tempo, sobretudo se tiver crianças.

O espaço interior do habitáculo é realmente impressionante para um carro com dimensões aparentemente tão compactas no exterior, sobretudo se optar pela versão com caixa automática, que, entre muitas vantagens no conforto, oferece um generoso compartimento de arrumação na consola central. Caso opte pela caixa manual, a alavanca de velocidades ocupará grande parte desta zona, e os espaços de arrumação ficarão bastante reduzidos.

É importante não esquecer que o Mercedes Classe A é um carro do segmento C, mas ainda assim, o espaço para os passageiros do banco traseiro (com os bancos frontais na posição de condução de um adulto de estatura média (1,75m)) é verdadeiramente impressionante. Este carro consegue acomodar confortavelmente 4 adultos ou 2 adultos e 3 crianças durante uma viagem de várias horas sem que esta se torne num massacre. No entanto, convém realçar que as portas traseiras abrem num ângulo particularmente generoso, o que pode dificultar a colocação de cadeirinhas de bebé. Isto aliado ao design a tender para o “descaído” da carroçaria na parte traseira pode obrigar os adultos a fazerem alguma “ginástica” para conseguir entrar e sair do carro em espaços apertados para que evitem bater com a cabeça na parte superior da porta.

Ainda para deleite das crianças sobretudo, neste Classe A existem várias portas USB, que permitirão que os seus filhos nunca tenham o tablet ou o telemóvel descarregado, podendo continuar a ver os seus desenhos animados favoritos durante toda a viagem.

Outro dos aspectos mais apreciados no Classe A é a qualidade de construção e dos materiais utilizados no interior. Nos sítios em que tocamos com maior frequência ou onde passamos mais tempo com as mãos apenas encontramos materiais com um “feeling” verdadeiramente premium, como peles sintéticas ou plásticos suaves. Até mesmo nos bancos traseiros, onde muitas vezes a generalidade das marcas não presta tanta atenção, a qualidade dos materiais e atenção ao detalhe nesta zona do habitáculo é exactamente a mesma que na parte frontal. Também, outra coisa não seria de esperar de uma construtora como a Mercedes, mas ainda assim é de louvar o esforço colocado neste que era o carro mais barato da marca alemã.

Ainda relativamente ao espaço interior, vale a pena mencionar as dimensões da bagageira deste carro. Apesar do seu aspecto compacto e da ausência de janelas atrás do pilar C, este carro conta com 341L de capacidade de arrumação na retaguarda. Apesar de estarem longe dos 380L do Volkswagen Golf, são suficientes para acomodar toda a “tralha” dos miúdos ou para levar a sua bagagem bem acomodada para as férias de verão.

No Classe A existem pormenores verdadeiramente deliciosos, sobretudo nesta versão “Urban”, sentimos que estamos na presença de um carro de uma gama muito superior. Dou-vos o exemplo do facto das embaladeiras das portas serem em metal, com a inscrição “Mercedes-Benz” iluminada, que lhe dará as boas vindas e lhe recordará qual o carro que conduz sempre que abrir a porta do seu automóvel.

Condução

Mercedes Classe A

Neste Classe A é muito fácil encontrar a sua posição de condução ideal. Existe um vasto leque de ajustes do banco, tanto em altura, como em distância, como em inclinação. Ou seja, se como eu, é adepto de uma posição de condução mais desportiva e gosta de se sentar “mais lá em baixo”, o Mercedes Classe A satisfará as suas necessidades na totalidade. Se por outro lado prefere ter uma visão superior do trânsito à sua volta, poderá também escolher uma posição de condução bem alta.

Apesar da potência modesta oferecida pela versão ensaiada (A180), que está equipada com um bloco de motor de 1.5L e 109 cavalos, associado a uma caixa automática 7G Tronic de 7 velocidades, esta permite-nos explorar com muita competência as capacidades dinâmicas do carro ao mesmo tempo que os consumos se mantêm bastante baixos. Durante o nosso ensaio, no computador de bordo registamos 5,6L/100km, o que é muito aceitável tendo em conta que a maior parte do teste foi efectuado entre o pára-arranca da cidade.

Em velocidades de auto-estrada, os valores de consumos descem para valores inferiores a 5L/100km, o que significa que numa viagem entre o Porto e Lisboa, com menos de 20€ de combustível conseguirá efectuar a viagem num dos sentidos.

E desmistifique-se que este carro tem um “motor Renault”. Efectivamente, o bloco de motor é fornecido pela Renault, mas é todo ele trabalhado pela Mercedes, não constando, por exemplo, com correia de distribuição, mas sim com corrente, como todos os outros modelos da Mercedes. Este é, aliás, um dos melhores motores a diesel alguma vez construídos e equipa praticamente metade dos 10 automóveis mais vendidos em Portugal, como por exemplo os Classe A, os Renault Clio ou os Nissan Qashqai (os dois carros mais vendidos no nosso país).

Com a caixa automática da Mercedes, as passagens de mudanças são extremamente rápidas, permitindo assim uma aceleração contínua e suave, e se preferir usar as patilhas do volante, estas são bastante responsivas e permitem que, em situações de condução mais desportiva, esteja sempre na mudança certa para entrar ou sair de uma curva.

O chassis é também outro dos aspectos verdadeiramente impressionantes desta geração do Classe A. É extremamente equilibrado, muito graças à suspensão independente das 4 rodas, de tipo McPherson à frente e multi-link na traseira.

A insonorização deste carro é muito satisfatória, surpreendente para um carro do segmento C. O barulho da deslocação do ar é praticamente imperceptível e quase não se nota o barulho proveniente do rodar dos pneus a velocidades de auto-estrada.

Na versão “Urban”, o Mercedes Classe A está equipado com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, com uma câmara (de muito boa resolução, diga-se de passagem) à retaguarda. Além destas ajudas, nesta versão, o Classe A está também equipado com sistema de estacionamento autónomo, monitorizando constantemente os espaços livres, estacionando sem que tenha que colocar as mãos no volante. Basta apenas mover o selector de velocidades, e certifica-se assim que o carro fica bem estacionado e que, por qualquer azar, não estraga nenhuma jante no passeio.

Apesar de não estar incluído no equipamento de série, a versão Urban também oferece sistema de navegação e sistema de conectividade com smartphones, quer Apple CarPlay, quer Android Auto.

Entre o equipamento de série, em todos os modelos, destaca-se o sistema de travagem automático de emergência, que permite imobilizar a viatura sem incidência do condutor caso este não reaja a uma situação de colisão eminente.

No entanto, notamos no Classe A que, de série, não existem alguns sistemas de segurança praticamente imprescindíveis nos dias de hoje. Falamos, por exemplo, do cruise control adaptativo, monitorizador de veículos em ângulo morto ou sistema auxiliar de manutenção na faixa de rodagem.

Ainda assim, e tendo em conta que esta versão “facelift” foi lançada em 2015, mas a base é de um carro de 2013, o Classe A é um automóvel com um nível de equipamento muito aceitável, superior a muitos carros da sua geração.

Mercedes A 180 no Standvirtual

Confira aqui os modelos desta 3ª geração disponíveis no Standvirtual, listados por cada ano de produção:

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