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Descubra as novidades de estacionamento em Lisboa

Novidades estacionamento Lisboa

Tirar os carros do centro de Lisboa continua a ser o objetivo da autarquia que aprovou um novo regulamento para o trânsito na cidade, com ênfase na criação de duas novas (e mais caras) zonas de estacionamento.

Desde julho deste ano, altura em que o executivo municipal aprovou, em reunião privada, as alterações ao Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública (com os votos favoráveis do PS e BE), há novas regras para circular em Lisboa. Mas o que mais sobressai é a pressão por fazer com que se deixe de levar automóvel para certos pontos da cidade. Assim, foram criadas duas novas áreas de estacionamento: a zona castanha e a zona preta, a serem fiscalizadas pela EMEL – Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa. O tarifário das novas zonas promete ser pesado ao orçamento dos automobilistas: dois e três euros por hora, respetivamente, sendo que na última só será possível estacionar por um máximo de duas horas.

As diferentes zonas de estacionamento em Lisboa

Até aqui existiam três zonas e respetivos tarifários: verde, onde cada hora custa 80 cêntimos; amarela, onde, para ter o carro estacionado, se exige o pagamento de 1,20€ por cada 60 minutos; e vermelha, em que cada hora de estacionamento custa 1,60€.

A existência de tarifários diferentes não é ao acaso e obedece a alguns critérios: quanto mais procurada for a zona, mais caro o estacionamento se torna. Tudo para desincentivar o uso de transporte individual dentro do perímetro do chamado centro da cidade.

Nesse sentido, as novas zonas castanha e preta serão criadas em locais em que se verifica “maior pressão de estacionamento”, nomeadamente nas “zonas do eixo central”, como a Avenida da Liberdade, a Avenida Fontes Pereira de Melo ou a Avenida da República, onde, de acordo com um estudo da autarquia, se gasta em média entre oito a 14 minutos à procura de lugar. E, nessas voltas, o nível de emissões de CO2 dispara… O mesmo estudo estima que diariamente sejam percorridos 330 mil quilómetros e desperdiçadas 28 mil horas, sendo libertadas emissões de 70 toneladas de dióxido de carbono.

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Um lugar grátis para residentes

Se para quem quer levar o carro para o centro de Lisboa as novas regras implicam gastar mais dinheiro, para quem quer estacionar à porta de casa há boas novidades. Mantém-se a regra de atribuir até um máximo de três dísticos por família, mas o primeiro dístico de residente, que custava 12 euros, passa a ser gratuito. O estacionamento de um segundo carro do mesmo agregado passa a custar 30 euros e o terceiro dístico custa 120 euros – os dísticos têm a validade de um ano.

Também as famílias numerosas, com três ou mais filhos e desde que o mais novo tenha até 2 anos, são beneficiadas com o novo regulamento, passando a poder usufruir de um lugar reservado, além de conseguirem ter um desconto no segundo dístico.

E não se julgue que quem estaciona à porta de casa apenas à noite estará livre de encargos. Uma das novidades reside precisamente no reforço da fiscalização da EMEL durante a noite e ao fim-de-semana.

Estacionar nos parques

Um dos objetivos da autarquia é ainda que se passe a usar os parques de estacionamento em vez de deixar o carro sempre na rua. Até porque, contas feitas, os preços praticados são ou similares ou até mais baratos do que os praticados nos lugares ao ar livre.

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Para quem vem de fora da zona urbana de Lisboa, há soluções de estacionamento de baixo custo que, muitas vezes, casam com a oferta de transportes públicos. Para quem chega da linha de Cascais ou de Sintra, por exemplo, a CP disponibiliza o serviço Park & Ride. Já para os que chegam a Lisboa vindos da margem Sul, a Fertagus tem valores reduzidos para quem opte por estacionar junto às estações do Pragal, Corroios, Foros de Amora, Fogueteiro e Coina e fazer o resto do percurso de comboio.

Os moradores das zonas limítrofes da capital também não foram esquecidos, com a criação de parques, geridos pela EMEL, nas entradas da cidade, com preços especiais, incluindo acordos com as empresas de transportes públicos. Na Ameixoeira, por exemplo, o passe dos transportes coletivos dá direito a desconto na assinatura mensal.

 
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